Echoes and Resistance: ecofeminist readings based on the work of Camilo Castelo Branco, 2026

The publication Echoes and Resistance: ecofeminist readings based on the work of Camilo Castelo Branco intertwines literature with the arts and ecofeminist thought. At the heart of this proposal is the gesture of rereading the work of Camilo Castelo Branco and Portuguese Romanticism, with the aim of creating new contributions, where resistance is used as a tool for reflection on the ecosystems we collectively inhabit. This rereading goes beyond historical revisitation and focuses on the concerns of the present.

The three essays in this publication express complexities, calling for ways to review the imaginaries that shape us. Each text is presented as a ‘journey’, understood in a broad sense, not only as physical displacement, but also as an inner journey, recognising that the landscape is never neutral, and that the act of rereading can also be that of relearning to see and integrating new possibilities. The journey is presented here as a possibility for criticism through practice, that is, a way of knowing through experience. Between the 19th-century Douro, the Montes Caulinos on the outskirts of Porto and the colonial plantations of São Tomé, resonances are established that the journey transforms into a critical gesture. In the process of geographical and historical displacement, dialogue emerges as a way of establishing connections between characters and authors, between different places and geographies, and between collective histories and personal narratives. Dialogue rejects the singular voice. Dialogue rejects the singular voice. Two hundred years later, Camilo Castelo Branco is not remembered as a figure to be celebrated, but as an interlocutor: an author whose work allows us to expose the imaginaries of progress, mobility, and nature that structure the present.
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Ecos e Resistências: leituras ecofeministas a partir da obra de Camilo Castelo Branco, 2026

A publicação Ecos e Resistências: leituras ecofeministas a partir da obra de Camilo Castelo Branco entrelaça a literatura com as artes e com o pensamento ecofeminista. No centro desta proposta está o gesto de reler a obra de Camilo Castelo Branco e o Romantismo Português, com o propósito de criação de novos contributos, onde a resistência é utilizada enquanto ferramenta de reflexão sobre os ecossistemas que habitamos coletivamente. Esta releitura ultrapassa a revisitação histórica e centra-se nas preocupações do presente.

Os três ensaios desta publicação expressam complexidades, convocando modos de rever os imaginários que nos formam. Cada texto apresenta-se como uma “viagem”, entendida em sentido amplo, enquanto não só deslocação física, mas também percurso interior, reconhecendo que a paisagem nunca é neutra, e que o gesto de reler pode ser também o de reaprender a ver e a integrar novas possibilidades. A viagem apresenta-se aqui como uma possibilidade de crítica pela prática, ou seja, um modo de conhecer pela vivência. Entre o Douro oitocentista, os Montes Caulinos da periferia do Porto e as roças coloniais de São Tomé estabelecem-se ressonâncias que a viagem transforma em gesto crítico. No processo de deslocamento, geográfico e histórico, o diálogo surge como forma de estabelecer ligações, entre personagens e autores, entre lugares e geografias distintas, e entre histórias coletivas e narrativas pessoais. O diálogo recusa a voz singular. Duzentos anos depois, Camilo Castelo Branco não é lembrado como figura a celebrar, mas como interlocutor: um autor cuja obra permite expor os imaginários de progresso, mobilidade e natureza que estruturam o presente.
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O livro está disponível para compra através do email earthsea.associacao@gmail.com

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